Caminhando para o inconsciente
Primeiras jornadas espirituais Sempre me conectei com as sombras, anti-heróis, bruxas e mundos mágicos, espelhados. A minha brincadeira mais solitária, oculta e preciosa de infância era pegar um espelho, pôr na minha frente no chão de cimento queimado na favela, e observar cada canto, ao contrário. As paredes de tijolos “baianão”. A pia da cozinha, agora do lado esquerdo. A porta da casa de um cômodo, agora do lado esquerdo. O sol batendo nos muros. O chão, em perspectiva construtivista , entortando pelo meu conduzir do espelho, também laranja. Rainha Má. Branca de neve e os sete anões, 1937. Li em algum lugar, e uma amiga comentou comigo, que quão mais próximos estamos do nosso nascimento, ou seja: quanto mais cedo na infância, mais chances temos de nos lembrar de nossas almas passadas. Mais fácil conectarmo-nos com os espíritos e as tantas vozes universais. A mente infantil é livre, aberta, sem preconceitos, curiosa, infinita como o próprio Universo. Alice no país das maravilhas...